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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Gilson Cardoso

Às vezes, sinto uma imensa vontade de abrir a boca e falar tudo que penso. Tudo mesmo, não deixar nenhuma ínfima vírgula de fora. Tenho tanto entalado na garganta, querendo urrar, gritar, explodir. Mas escolhi deixar tudo se abrandar, tudo se acalmar. Decidi por deixar meu coração se acalmar. Quero que ele seja ainda capaz de sentir, de chorar se necessário, de sorrir quando a hora dele chegar. Quero realmente que ele não vire uma pedra de gelo, como vejo muitos por ai se desgastando. Não, tenho capacidade de amar, nasci com isso e quero preservá-la, mas também tenho capacidade de ser feliz, de querer e prezar pelo certo e pelo sensato. E isso coloco sempre na frente em todas as minhas decisões.

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